segunda-feira, 23 de abril de 2012


Nas crises apontadas como crises da modernidade, também sob o signo de pós-modernidade, não se vê uma crise de paradigma. A Razão, sua Representação e, no seu encalce a Política, são os suportes que não mais dariam conta da 'produção de sentido' na Modernidade que teriam ajudado a construir; no entanto, a estrutura que a continua inalterada: o capital.
Não se pode mais recorrer a essas referências para produzir um sentido eficaz ou satisfatório que explique o mundo. A própria lógica econômica mal se sustenta nas pernas e cada vez mais tem que apelar a uma alienação radical do sujeito para subsistir... a estrutura, no entanto, permanece inalterada. Não há como explicar os terríveis massacres e a lógica mesma da guerra, apelando somente à racionalidade dos interesses privados, confundidos com interesses do 'Império'.